5 dicas da neurociência para melhorar a concentração

Utilizar os conhecimentos da neurociência é muito útil para que você possa otimizar o funcionamento do seu cérebro. Graças às descobertas dessa área de conhecimento, desenvolvida pela neuropsiquiatria e neurologia, torna-se viável conseguir aproveitar ao máximo dos recursos de sua mente. Um dos efeitos reside na maior concentração, já que um dos grandes problemas atuais é a deficiência em manter o foco diante da sobrecarga de informações da vida moderna. Com algumas práticas, é possível manter-se focado e capaz de realizar tarefas em menos tempo e com maior objetividade.

Quer melhorar sua concentração? Confira 5 dicas da neurociência!

1. Foque em uma tarefa por vez

Embora a cultura atual preze pela multitarefa, essa não é a melhor forma de se manter concentrado ou produtivo.
Estudos revelam que os chamados “multitaskers”, pessoas que fazem várias coisas simultaneamente, cometem 50% mais erros, demoram 50% mais tempo para completar todas as etapas e são 40% menos produtivos. Em vez disso, é melhor criar uma lista de atividades e trabalhar em uma única etapa por vez.

Priorize suas tarefas e, com uma lista em mãos, vá realizando uma de cada vez, começando sempre a partir das mais importantes. Em caso de imprevistos, dê preferência para as mais urgentes. Os estudos mostram que essa simples estratégia é uma forma de aumentar drasticamente o desempenho e a produtividade dos indivíduos.

2. Crie ciclos de produtividade

Os chamados “ciclos ultradianos” fazem parte do ritmo biológico do nosso organismo e acontecem algumas vezes ao longo de um dia. Eles são muito conhecidos por se relacionarem ao sono e às funções do organismo, mas também têm tudo a ver com a concentração e a capacidade de mantermos a produtividade.

Em geral, um ciclo ultradiano dura 90 a 120 minutos, garantindo que o corpo e a mente cheguem a sua máxima capacidade e em seguida naturalmente decline.

Quando nos programamos para uma tarefa de 8 horas inevitavelmente nos sentimos cansados e dispersos após no máximo 2 horas de trabalho. Muitos se sentem culpados ou frustrados por não conseguirem manter o ritmo anteriormente sonhado, porém desconhecem que isso já seria algo previsível para qualquer um.

Ao dividir as suas tarefas em ciclos curto, com breves períodos de descanso, é mais fácil manter a concentração e conseguir realizar cada uma das etapas planejadas.

Substitua o trabalho contínuo por jornadas produtivas de 90 minutos, de modo a melhorar os resultados e aproveitar o máximo de concentração. Tamanha é a importância de conhecer este ritmo de trabalho, tanto que em muitos países desenvolvidos este sistema é determinado por lei em todas as escolas.

3. Faça intervalos

A cada ciclo de trabalho, o ideal é que você faça uma pequena pausa. A intenção não é tornar difícil voltar ao trabalho, mas, sim, garantir que o cérebro possa descansar por alguns minutos da designação principal.

Isso ajuda a manter o foco e, inclusive, contribui para o encontro de novas soluções para um problema complexo. Não existe um consenso definitivo sobre as pausas, já que é preciso considerar que cada pessoa tem um organismo.

Mas, para começar, estudos neurocientíficos recomendam pausas de 20 minutos a cada 90 minutos trabalhados.

Dependendo dos resultados, você deve progressivamente aumentar as pausas.

4. Ouça músicas conhecidas

Uma música já conhecida durante uma pausa pode recuperar o seu estágio de concentração. Ela ajuda a eliminar os ruídos externos e cria um padrão que a mente consegue automaticamente acompanhar, sem consumir energia ou se distrair. Com isso, ter algo de que goste tocando nos fones de ouvido pode ajudar.

É importante que seja algo conhecido, já que, assim, o cérebro não faz esforço para processar as novas informações. De preferência por ouvir nas pausas músicas calmas, se possível puramente instrumentais ou sons da natureza.

5. Mantenha o corpo saudável

Se o corpo está sofrendo, concentrar-se em qualquer atividade é muito mais difícil. Todos os estímulos corporais ou mentais possíveis, sem exceção, são sempre reconhecido e processados por nosso cérebro, incluindo nossa postura ao sentar, a sonolência que sentimos após uma refeição pesada, o humor que sentimos pela manhã, qualquer tipo de dor, sintoma ou emoção. Logo, uma condição física pouco saudável impactará fortemente na capacidade de manter uma performance mental adequada.

É necessário, por exemplo, comer bem e se manter hidratado, de modo que exista equilíbrio nutricional. Uma boa noite de sono amplia a concentração, assim como a prática de atividades físicas.

Transtornos mentais, como ansiedadedepressãotranstorno bipolar e síndrome do pânico, também devem ser tratados para que a concentração atinja o máximo potencial.

Com esses conselhos da neurociência, torna-se mais fácil manter a performance e garantir melhores resultados no trabalho e nos relacionamentos. Para entender a revolução que a neurociência representa na saúde mental e na psiquiatria, conheça o site CINA Psiquiatria. Veja como nossos especialistas podem fazer parte do seu cotidiano.