Conheça os sinais que podem indicar que alguém sofre de Depressão Maior

Considerada por muitos o mal do século, a depressão maior afeta mais de 320 milhões pessoas no mundo, tendo ocorrido um crescimento de quase 20% em uma década. Capaz de afetar todas as áreas da vida do paciente, esse transtorno psiquiátrico pode trazer elevados riscos e exige máximo cuidado em seu tratamento.

Conhecer os indícios de que você ou uma pessoa próxima pode estar com este quadro é fundamental para procurar um médico o quanto antes, em busca de um diagnóstico preciso e dos cuidados clínicos apropriados.

Sendo assim, veja quais são os sinais que nos fazem suspeitar desta grave doença mental:

O humor melancólico é um dos mais típicos indícios de Depressão

Um dos pontos mais relevantes para a caracterização desse quadro é a alteração do humor, especialmente dentro de um curto período de tempo, de forma intensa e/ou de maneira injustificada.

É importante notar que não se trata apenas de ficar triste, como todos ficam em dadas circunstâncias. Trata-se de uma melancolia intensa e sem motivos, podendo levar a choro fácil, perda de esperança, fugindo completamente das características de personalidade da pessoa em questão.

Com isso, a mudança intensa de humor e a melancolia apontam para esta suspeita, exigindo uma investigação a fundo. No entanto, muitos quadros depressivos podem ocorrer sem tal sintoma, inclusive nas pessoas mais idosas, que costumam apresentar a Depressão Maior muitas vezes sem qualquer queixa de tristeza.

O desinteresse e o cansaço constante apontam para o problema

O que também ajuda a determinar se há a possibilidade de um quadro de depressão é o estado de ânimo e a sensação de energia do paciente, especialmente em relação ao interesse e ao engajamento em atividades.

Se um indivíduo perde, progressiva e totalmente o interesse em atividades que antes lhe eram prazerosas, o que chamamos de anedonia, há um sério sinal de alerta para um quadro depressivo.

Também é o caso quando o cansaço físico se torna constante. A sensação de estar sempre sem energia e sem disposição, somada a outros sintomas, são alguns dos principais critérios para o diagnóstico clínico.

As alterações no sono auxiliam na caracterização do quadro

As modificações cerebrais que acontecem graças à doença depressiva fazem com que o sono seja afetado, na maioria das vezes.

O mais comum é que a sensação de apatia e desinteresse culminem em uma séria dificuldade de dormir, levando a noites inteiras em claro, por mais que exista o cansaço profundo. Também é clássica a chamada insônia terminal, isto é, quando o paciente desperta antes do fim da noite e não mais consegue retomar ao sono.

Em alguns casos o contrário pode ocorrer, levando o paciente a dormir muitas horas por dia, de maneira ininterrupta ou não, sem que consiga atingir a sensação de que o sono foi reparador de fato. Na maior parte das vezes, as noites de sono são frustrantes e o cansaço persiste no dia seguinte.

As alterações bruscas de peso também podem ser Depressão

Os hábitos alimentares também são fortemente influenciados pelo funcionamento do cérebro. É muito comum que na Depressão o apetite seja modificado e que, em geral, a pessoa tenda a comer menos e pior, gerando perda de peso e até mesmo desnutrição.

Em alguns casos, a compulsão alimentar pode ser desencadeada ou até mesmo acentuada (caso já ocorresse previamente). Pode haver um ganho de peso elevado em um curto período de tempo, inclusive podendo levar a níveis patológicos de glicemia, colesterol e triglicérides.

Com isso, as mudanças abruptas de peso e alimentação, sem que haja alguma justificativa, podem indicar que uma pessoa está seriamente deprimida.

Reconhecendo esses indícios de depressão, é fundamental procurar ajuda especializada, visando estabelecer o diagnóstico. Cabe ao Psiquiatra diferenciar dos demais transtornos de humor e até de doenças orgânicas que possam ser confundidas com um quadro de Depressão. Ainda, é fundamental definir qual o “subtipo da depressão”, separando a Depressão Bipolar da Depressão Unipolar, bem como identificando comorbidades com Transtornos de Ansiedade, Pânico, TOC e Impulsividade.

Para ter o diagnóstico e o tratamento adequado, marque uma consulta com o CINA Psiquiatria, sempre com a finalidade de buscar a remissão total destes sintomas, prevenir recaídas e garantir uma boa qualidade de vida.