Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) atinge de 3% a 8% das mulheres

Saúde e bem-estar

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma espécie de variante da Tensão Pré-Menstrual, menos conhecido pelas mulheres e que causa desconforto muito mais intenso e severo. O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) atinge de 3% a 8% das mulheres e, diferentemente da TPM, cujo desconforto costuma melhorar de maneira espontânea, o TDPM necessita de tratamento especializado. Quando não diagnosticado e tratado, o transtorno pode prejudicar a vida pessoal e profissional da mulher, devido à intensidade dos sintomas que levam a comportamentos e sentimentos bastante desagradáveis.

Segundo estudos epidemiológicos, o mal-estar do período que antecede o ciclo menstrual é experimentado por mais de 80% das mulheres em idade reprodutiva. Irritabilidade, desânimo, inchaços e dores na região abdominal e nas mamas são alguns dos sintomas mais frequentes da TPM – que tendem a desaparecer com a chegada e o término do fluxo menstrual.

O psiquiatra Marco Antonio Abud Torquato Junior  explica que, para que seja constatada a ocorrência do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual é necessário que sejam notados pelo menos cinco de 11 sintomas e que um deles, no mínimo, seja considerado de intensidade 4, em uma escala de 1 a 4.

Entre os indesejáveis sintomas do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual estão: oscilações bruscas e intensas de humor; irritabilidade e agressividade exageradas; desânimo para realizar atividades costumeiras; sentimento de depressão, chegando a crises de choro sem motivos justificáveis e aumento de peso acima de dois quilos.

O Dr. Marco Antonio Abud Torquato Jr. enfatiza que muitas mulheres que sofrem desse transtorno podem demorar a receber o diagnóstico correto, devido à semelhança de sintomas com a TPM comum. “Não é raro que a paciente seja diagnosticada somente depois de buscar auxílio médico devido às perturbações que os sintomas causam em suas vidas – já que a oscilação de humor na fase pré-menstrual é realmente intensa”, afirma o médico.
O TDPM pode mascarar ou piorar outros quadros psiquiátricos,principalmente a depressão e a ansiedade, além de aumentar o risco de depressão pós-parto. Portanto, o tratamento na maioria dos casos é feito com medicamentos por tempo limitado e que não causam dependência.

O especialista  informa que não existe tratamento padronizado para o TDPM, mas os médicos -principalmente os psiquiatras – têm alternativas que podem diminuir efetivamente o sofrimento dessas mulheres, promovendo melhor qualidade de vida a elas.
“Uma opção bastante eficaz no controle dos sintomas é a administração de antidepressivos, principalmente da classe dos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina(ISRS), que aliviam as alterações do humor e sentimentos de ansiedade, angustia e depressão. Já os diuréticos podem ser indicados durante o período pré-menstrual para reduzir o inchaço do corpo”, orienta o médico.

“A alimentação adequada e os hábitos de vida saudáveis também podem interferir num melhor prognóstico do tratamento do transtorno. Durante a fase mais intensa dos sintomas,recomenda-se evitar bebidas à base de cafeína, por exemplo, para amenizar a ansiedade e a irritabilidade, e reduzir o sal e a gordura para amenizar a retenção hídrica, os inchaços e o aumento do peso. A prática de exercícios físicos é benéfica se adotada regularmente, porque aumenta a sensação debem-estar; porém, deve ser adotada moderadamente no período pré-menstrual e durante o fluxo”, conclui o Dr. Marco Antonio Abud Torquato Jr.

 

Fonte: Vida e Equilibrio