10 coisas que não se deve falar para uma pessoa com Síndrome do Pânico

1. “Você está exagerando.”

Uma pessoa que passa por uma crise de Pânico sofre uma enxurrada de sentimentos e sensações que não pode controlar.

A intensidade desses sentimentos é real uma vez que estruturas cerebrais primitivas ligadas ao medo estão com seu funcionamento exacerbado. Consequentemente, não existe nenhum exagero, mas um profundo sofrimento.

2. “Você só precisa relaxar.”

Quem sofre com esse problema tem dificuldades em obter a sensação de calma e tranquilidade. Por mais que tente, é difícil livrar-se dos pensamentos de que algo está prestes a acontecer.

Se relaxar dependesse somente do paciente, certamente ele adotaria essa visão. Não sendo o caso, evite falar isso para quem tem a doença e oriente que realize uma terapia cognitiva comportamental (TCC).

3. “Isso é só uma fase.”

Síndrome do Pânico afeta seriamente a saúde e a qualidade de vida. Não se trata de uma mudança de hormônios como na puberdade, mas, sim, de uma condição crônica, que inclusive pode se agravar e levar à depressão caso não tratada.

Dizer que se trata de apenas uma fase novamente minimiza a questão, além de não ajudar a pessoa a ter a ajuda correta.

4. “Você só precisa se esforçar.”

O tratamento dessa síndrome tem que ser feito por uma equipe especializada e com as técnicas certas. TCC, farmacoterapia e Estimulação magnética transcraniana, por exemplo, são possibilidades.

O que não ajuda é considerar que, para livrar-se do problema, basta que a pessoa se esforce — porque isso não é verdade.

5. “Fique calmo!”

Tentar manter a calma em quem sofre com isso é importante, mas simplesmente dizer para que ela se acalme não é o suficiente.

Esse tipo de frase vazia não colabora para a diminuição dos sintomas, devendo ser substituídas por sugestões de atividades que realmente ajudem a tranquilizar o paciente.

6. “Tudo vai dar certo.” ou “Vai ficar tudo bem.”

Da mesma maneira, palavras reconfortantes podem não fazer o efeito esperado. A pessoa não vai conseguir acreditar nisso no momento e poderá se sentir pressionada pelas palavras.

Em vez de simplesmente falar, busque formas reais de ajudar e tranquilizar o paciente, especialmente durante uma crise. Procure ouvir se a pessoa quiser se expressar, procure estar ao lado e sempre incentivar quando a pessoa tentar enfrentar o medo para retomar suas atividades.

7. “Você está agindo como um louco!”

Dizer que alguém com síndrome do pânico está agindo feito louco estigmatiza e não dá uma dimensão real do problema.

Essa é uma doença como qualquer outra condição física e exige tratamento especializado — não julgamentos.

8. “Isso é culpa dos seus hábitos.”

É comum que pessoas mais reclusas sejam julgadas como causadoras da condição. A verdade é que, além de os hábitos muitas vezes serem apenas um reflexo, eles não são os causadores da doença. No entanto, estimule se possível a praticar atividades físicas, dormir bem e evitar o consumo de cafeína e álcool, que sabidamente podem auxiliar a pessoa a reduzir a ansiedade.

9. “Você não era assim antes.”

Essa doença pode se manifestar em qualquer época da vida, motivada por diversos fatores. Dizer que a pessoa não é como antes não vai ajudá-la quanto ao problema, e vai fazer com que ela se sinta mal por ter mudado — ainda que seja por causa da doença.

10. “Eu também me sinto assim.”

A menos que você também sofra com essa condição, não tente minimizar o sentimento de quem passa por tal quadro.

Dizer que você também tem medo de certas situações ou que também está estressado não apenas não vai ajudar, como vai fazer com que a questão pareça menos importante do que realmente é.

Evitar falar essas frases para uma pessoa com Síndrome do Pânico é fundamental para ajudar o paciente, preservando o relacionamento e qualidade de vida de todos.

Acha que sofre com o problema? Realize uma consulta e tenha o diagnóstico e tratamentos adequados.